Falta o 10
"Um campo horrível para se jogar futebol", desabafou Marco Silva no Funchal - e não exagerou: ao relvado indigno (Pavlidis foi apanhado a tapar buracos na relva) juntou-se o jogo com mais faltas da Liga esta época - 36, 22 delas insulares -, com Igor Julião a fazer de Prestianni alvo preferencial. A resposta diz muito desta equipa: ninguém se encolheu. Vencemos 71 duelos, nunca tantos esta temporada, pressionámos a saída de bola madeirense até à asfixia e reduzimos o adversário a um remate enquadrado e 0,12 golos esperados. Não foi o futebol fluido que Marco Silva já nos mostrou - como não fora frente ao Estoril -, mas a equipa está confiante e tem talento em estado de graça para desempatar jogos emperrados. Prestianni puxou para dentro e rematou, Pastor defendeu para a frente e Barreiro, oportuno, fez o 1-0 logo aos 7'; aos 71', o luxemburguês bisou de cabeça, servido pela visão periférica de Pavlidis; aos 82', Prestianni pegou na bola no nosso meio-campo, galopou quarenta metros, travou à entrada da área e desenhou o arco do costume. Leva seis golos em oito jogos, mais do que em todas as épocas anteriores de águia ao peito. Atrás, na primeira titularidade, Palhinha venceu 12 duelos e recuperou 11 bolas em 82 minutos: o patrão que já liberta Barreiro para chegar à área.