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Durante 45 minutos vimos, finalmente, o SC Braga que todos esperávamos desde o início da época. Uma equipa intensa, dinâmica, com personalidade e capaz de se superiorizar ao Sporting, praticando provavelmente o melhor futebol desta temporada.
Mas o futebol joga-se durante 90 minutos. E aquilo que parecia ser uma noite de afirmação acabou por transformar-se em mais uma enorme desilusão. O Braga não conseguiu segurar a vantagem e terminou derrotado, por 1-3, perante os seus adeptos.
Mais preocupante do que a derrota é a incapacidade de manter a qualidade e a intensidade demonstradas na primeira parte. Afinal, se esta equipa consegue jogar daquela forma, porque não o faz com maior regularidade?
Vivem-se dias difíceis na Pedreira. Apesar de ter um jogo em atraso, o Braga está já a 13 pontos do primeiro classificado e a sete do Santa Clara, que ocupa o quarto lugar. Uma realidade muito distante das expectativas criadas pelo investimento realizado e pela ambição assumida de lutar pelos três primeiros lugares.
Os sócios e adeptos têm razões para estar preocupados. E têm todo o direito de exigir mais.
Carlos Vicens teve tempo, recebeu reforços de qualidade e dispõe de um plantel com soluções para fazer muito melhor. A confiança demonstrada por António Salvador merece reconhecimento, mas essa confiança também tem de ser correspondida com resultados.
E o calendário não dá tréguas.
Esta quinta-feira, frente ao FC Copenhaga, na Liga Conferência, e depois no jogo em atraso com o Gil Vicente, o Braga enfrenta dois testes que podem ser determinantes para o futuro da equipa técnica.
Não defendo decisões precipitadas nem acredito que mudar de treinador resolva, por si só, todos os problemas. Mas também não podemos continuar a falar de evolução quando os resultados mostram precisamente o contrário.
O Braga tem qualidade para muito mais. Já o demonstrou.
Agora, precisa de provar que também tem capacidade para ganhar. Porque a paciência dos adeptos não é infinita e o tempo começa a esgotar-se.