Apesar do empate a zeros na Holanda, frente ao Go Ahead Eagles, o SC Braga garantiu um lugar entre os oito primeiros da fase de liga da Liga Europa e o consequente apuramento direto para os oitavos de final da competição. Um feito notável, resultado de uma campanha europeia consistente, ambiciosa e extremamente meritória. É um resultado incrível e que devia merecer elogios claros e unânimes.
Infelizmente, em Portugal, e em particular nos meios de comunicação social desportivos, continuou-se a falar quase exclusivamente das prestações de FC Porto, Benfica e Sporting. O Braga voltou a ser ignorado. Ignorou-se não só uma qualificação direta entre os melhores, como o facto inequívoco de o SC Braga ter sido, nesta época, a equipa portuguesa que mais contribuiu para o ranking da UEFA. Factos que não se discutem, mas que insistem em ser desvalorizados.
No plano interno, a resposta foi igualmente positiva. Uma goleada por 4-0 nas Aves, frente ao AVS, permitiu manter o quarto lugar no campeonato. Destaque especial para Ricardo Horta, que atingiu a impressionante marca dos 150 golos com a camisola do Braga. Um feito histórico que o coloca, sem qualquer dúvida, entre os maiores e mais importantes jogadores da história do clube. Um capitão, um símbolo e um exemplo.
Por fim, com o fecho do mercado de inverno, fica um sabor agridoce. As contratações realizadas souberam a pouco, sobretudo no sector ofensivo, onde se esperava maior ousadia. Ainda assim, resta confiar que o plantel atual consiga realizar uma segunda metade de época à altura da exigência e da ambição que o SC Braga representa.
O Braga continua a crescer, mesmo quando muitos fingem não ver. E talvez isso diga mais sobre quem ignora do que sobre quem faz.