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Ricardo Costa
Ricardo Costa Chairman Grupo Bernardo da Costa

Vitória no relvado, desrespeito nas bancadas

O SC Braga deu uma excelente resposta no dérbi do Minho mais aguardado. Com maturidade, intensidade e verdadeiro espírito competitivo, venceu o Vitória por 3-2 e, beneficiando da derrota do Gil Vicente, recuperou o quarto lugar da classificação. Como já aqui referi várias vezes, esse é o mínimo exigível para uma equipa com esta qualidade, esta estrutura e esta ambição.

Foi uma vitória de caráter. Depois das dúvidas geradas na jornada anterior, a equipa mostrou personalidade, capacidade de sofrimento e eficácia nos momentos decisivos. É este Braga que os adeptos querem ver: concentrado, competitivo e consciente da responsabilidade que carrega.

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No entanto, quando os noventa minutos de jogo deviam ser o centro das atenções, surgiu um episódio que retirou protagonismo ao que se passou dentro das quatro linhas.

Uma coreografia preparada ao longo de muito tempo pelo clube em conjunto com os adeptos foi proibida pelas autoridades presentes no estádio. Um momento que seria de celebração, união e afirmação da identidade bracarense transformou-se num caso de censura difícil de compreender.

As palavras do presidente António Salvador refletem o sentimento generalizado entre os sócios e adeptos: houve desrespeito. Desrespeito pelo clube, pela cidade e por uma manifestação pacífica de orgulho. Quando uma mensagem positiva de apoio à equipa é impedida, algo está errado.

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O futebol vive da paixão, da identidade e da ligação entre clube e adeptos. Cortar essa expressão é ferir uma das suas essências. Que este episódio sirva, pelo menos, para reforçar ainda mais a união em torno do SC Braga.

Porque dentro de campo ganhámos. E fora dele, ninguém vai calar o orgulho de ser Braga.

Por Ricardo Costa
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