Cronistas
Jorge Barbosa Editor chefe

Liderança com sedução

A semana, o mês, o ano desportivo estão a correr muito bem a Sérgio Conceição. O técnico está confortavelmente no 1.º lugar, com a concorrência à distância devida, o que só prova o bom trabalho que está a fazer; a sua equipa desenvolve um futebol sedutor, sustentado por um modelo que retira o melhor de cada jogador; os adeptos estão entusiasmados com o arsenal ofensivo do melhor ataque do campeonato. Esta força do FC Porto está a enervar tanto o Benfica como o Sporting, embora no primeiro caso seja natural, mas já é de estranhar o ataque leonino na questão da impetuosidade de Felipe.

A incontestável liderança dos dragões está firme apesar do permanente jogo de cintura a que Conceição tem sido obrigado. As adversidades multiplicam-se pela falta recorrente de jogadores importantes, e a situação tem-se tornado por vezes de difícil resolução atendendo ao curto plantel que lhe colocaram nas mãos. Mas aqui também deve ser realçado o trabalho de Sérgio, que tem sabido fazer com que alguns jogadores, que nas mãos de outros eram simples anões, se tornem gigantes sob o seu comando. Os casos mais flagrantes são os de Marega ou Aboubakar, mas é preciso tomar nota da evolução de Brahimi e Herrera.

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Face às recentes lesões e castigos, Pinto da Costa e Sérgio Conceição não podem estar sozinhos na luta para levar o FC Porto ao título. Em janeiro, a estrutura tem de mostrar a sua utilidade descobrindo novas mais-valias para sustentar esta caminhada que, devido às lesões e castigos, se torna cada vez mais difícil.

Por Jorge Barbosa
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