Cronistas
Alberto do Rosário Consultor

Violências e outros que tais

Depois de quarenta e duas agressões a árbitros, a FPF acordou. Porque teria acordado agora? Ora bem, as televisões passaram e repetiram as imagens da violenta joelhada no nariz do árbitro. Senão, seria a 43.ª do silêncio.

Só o quadradinho luminoso faz mexer os burocratas instalados lá onde se fazem inaugurações, discursos e fotos. Sentados em cima dos milhões, na opulência da Cidade do Futebol (ou lá o que é), apenas se mexem para quem lhes interessa, no sentido de garantirem as cadeiras douradas e adoradas. Arrepiante o laxismo da FPF perante meses de vergonhosa violência. Repito, quarenta e duas agressões depois e perante uma grande mediatização é que vieram os fatinhos e gravatas declarar tolerância zero. Desprezo por quem faz o espectáculo.

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E como é das praxe, este tipo de poder burocrata é castigador. São castigadores. Um dirigente de um clube faz uma declaração mais ao lado e come forte, não tem efeito nenhum mas define a coisa. Bruno de Carvalho, sabemos, dispara em todas as direções e, muitas vezes, " ultrapassa os regulamentos" .

No entanto, quem raio percebe e aceita que uma declaração de um presidente de um clube demore em instrução 148 dias úteis, para, depois dessa eternidade, ser aplicada a loucura de 113 dias de suspensão, a poucas semanas do dérbi lisboeta que pode ser decisivo para o Benfica.

A cereja em cima do bolo foi posta num canal de televisão, onde Claudia Viana veio com a velha treta da complexidade da prova como justificação dos longos meses dos processos. Muito palavrosa como se espera de quem colabora em quatro meses de procura duma verdade complexa. Sobre declarações públicas...

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Por Alberto do Rosário
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