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Não foi uma, nem duas, nem sequer três, foram dez equipas que subiram de divisão com a magia de um treinador que é, seguramente, um caso de estudo mundial. Um feito singular, acho, pois não tenho conhecimento de outro caso similar. Mais impressionante ainda porque, dos dez sucessos, cinco foram seguidos.
Vítor Oliveira é um fantástico exemplo de profissional seguro do seu trabalho e dos caminhos que levam ao triunfo, num campeonato em que se especializou e domina como ninguém. A segunda divisão é a sua praia e nela tem navegado com todos os deuses e ventos a favor, como um mágico tão bem sabe fazer.
Quem é este homem simples de quem a comunicação social só fala nos finais de época para noticiar mais uma sua conquista, mais um troféu? Uma coisa é certa, arte e capacidade de liderança tem. Surpreendente, muito surpreendente é este treinador, com este gabarito e com esta enorme qualidade, não ter assinado páginas de glória no campeonato principal. Em todas as profissões há mistérios que os comuns mortais não conseguem desvendar, como é o meu caso.
Estou certo que os entendidos, a fundo, do futebol terão explicação para esta estória de maravilha, limitada à segunda divisão, que é Vítor Oliveira.
Uma nota final, acompanhei o jogo Benfica-Estoril. Esta equipa encarnada que vi jogar é campeã nacional e, tudo indica, vai voltar a sê-lo. A conclusão é simples; o nosso campeonato é mais que muito fraquinho. Vi um Benfica a tremer por todos lados perante um Estoril que saiu da Luz injustamente derrotado.
Ora, se este Benfica é campeão e vai na liderança, logo os outros clubes ainda são piores. Campeonato medíocre.
Por Alberto do Rosário