António Magalhães
António Magalhães

A alegria e a azia

O campeonato só volta lá para o final do mês, pelo que estes longos dias vão ser de natural alegria para as bandas da Luz e de inevitável azia no eixo Alvalade-Dragão-Braga. O Benfica foi o grande vencedor da sétima jornada da Liga ao subir à liderança (um golo faz toda a diferença neste momento) e ao ver os rivais a perder pontos. Merece, fez por isso. Foi, pois, um dia em cheio, muito especialmente para Rui Vitória, que andava a digerir mal a estatística pessoal com os dragões e arrancou o seu primeiro triunfo.

Os jogadores do FC Porto estavam a precisar de um banho de humildade. Talvez por isso o melhor dos dragões tenha sido um jogador sem galões de campeão (Militão), seguido de outro que por lesão falhou os momentos de glória da época passada (Danilo). Essa fome de vencer faz falta a qualquer equipa e ao FC Porto em particular. "Talvez tenha sido a última derrota", disse Sérgio Conceição no final do jogo. A incerteza do advérbio não é normal no treinador portista.

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Grande banho de bola deu Nakajima em Portimão. A onda criada pelo japonês engoliu um leão que veio de longa maratona da Ucrânia mas não foi capaz de aproveitar o estímulo de poder dar um salto na classificação. É um Sporting muito limitado e, como tal, suscetível de proporcionar desilusões aos seus adeptos.

Por António Magalhães
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