O debate (primeiro? único?) entre candidatos à presidência do Sporting teve a presença de quatro concorrentes que não deixaram de aproveitar a oportunidade para criticar aqueles que não quiseram lá estar. Primeiro ponto, pois, a favor dos quatro que foram a debate porque, independentemente de terem sido mais ou menos convincentes, mais ou menos esclarecedores, não recusaram o desafio.
A conversa andou mais tempo à volta do bilhete de identidade e do currículo de cada um do que das suas ideias e projetos. E mesmo quando pareceu que essa questão estava arrumada, houve sempre quem não se esqueceu de voltar a ela. Assim, o confronto entre senadores (José Maria Ricciardi e Dias Ferreira) e os representantes da nova vaga (Pedro Madeira Rodrigues e Rui Jorge Rego) acentuou-se na noite no Capitólio, tornando-se mais crispado quando JMR e PMR esgrimiram argumentos entre si.
A idade pode não ser relevante mas acabou por distinguir as atitudes dos candidatos perante o momento do clube que provavelmente será a mesma que adoptam em relação à vida. Ricciardi e Dias Ferreira a assumirem uma postura mais prudente, Madeira Rodrigues e Rui Jorge Rego mais voluntariosa. Não é difícil imaginar onde de encaixariam os ‘faltosos’ se tivessem marcado presença.
Por António Magalhães