Parar para pensar
Sob a iniciativa de Poiares Maduro, realizou-se a convenção Sporting Talks onde foram debatidos temas estruturantes do clube com a presença de várias personalidades leoninas. É neste tipo de fóruns que melhor se podem trocar ideias e abrir espaço a propostas. Intervenções construtivas com o único intuito de serem um contributo útil ao invés de discussões acaloradas e até violentas que a nada conduzem, eis o seu mérito. Independentemente do contexto difícil que o Sporting atravessa, esta convenção deve ser um ponto de partida para uma reflexão mais alargada (um congresso) mas não em assembleia que é uma câmara menos vocacionada para um debate sereno.
Do muito que ali se ouviu fica a convicção de que é fundamental ao futuro líder ter uma visão moderna, uma conceção profissional e uma absoluta noção da realidade. Isto é, se é verdade que o Sporting tem um potencial enorme, a equipa dirigente que a partir de setembro irá assumir o clube deve medir bem a margem entre o querer e o poder. Por exemplo, pode o Sporting arriscar uma política de investimento desfazada da sua situação financeira para sustentar os projetos desportivos, seja no futebol ou nas modalidades? Decididamente é tempo de parar para pensar e estar desperto para o aviso do poeta: quem quer nunca há de poder, porque se perde em querer.