Record

Saída de campo

António Magalhães
António Magalhães Diretor de Record

Dérbi de extremos

O Benfica tem razões para se queixar do calendário e sobretudo da pouca (ou nenhuma) atenção que houve em relação ao envolvimento do clube nas eliminatórias de acesso à Champions. O mesmo se passou com o Sp. Braga na época passada, que enquanto se batia pela entrada na Liga Europa, à 4.ª jornada já tinha defrontado Benfica e FC Porto.

Durante alguns anos, existiu aquele cuidado, precisamente para aliviar a ‘carga’ e criar condições para boas performances nas provas europeias. Essa proteção fazia sentido pela razão lógica de que é fundamental ter presença de peso na Europa para somarmos pontos no ranking da UEFA. Os clubes entenderam de maneira diferente, pelo que todos ficaram à mercê do sortilégio do calendário.

Teremos assim um dérbi algo prematuro e de extremos. Frente a um Benfica com alicerces sólidos estará um Sporting ainda em construção – em relação ao último dérbi (no final da Liga 2017/18), faltam apenas dois jogadores às águias (Douglas e Jiménez) e seis aos leões (que até poderiam ser nove se Bruno Fernandes, Bas Dost e Battaglia não tivessem voltado). E temos também um Benfica com mais três jogos do que o Sporting, com tudo o que de melhor e pior isso pode representar: equipa mais oleada, em rotação alta, mas eventualmente com maior desgaste.
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