Entrada em campo

António Magalhães
António Magalhães

Despedida à espanhola

O empate no dérbi teria sido o resultado que agradaria mais ao FC Porto - ambos os rivais perderiam pontos -, mas ainda assim o dragão tinha ontem uma oportunidade de oiro para se meter mais na luta pelo título. Se ganhasse, encostava-se ao Sporting e ficava a 3 pontos do Benfica.

Todas as contas saíram furadas muito por mérito do Sp. Braga mas também por culpa própria. O FC Porto entrou forte, sofreu com o crescimento do adversário e quando o jogo estava equilibrado ficou em desvantagem por obra e graça de Rafa, um jogador desejado pelo dragão em janeiro. Depois, Casillas deu uma fífia do tamanho do Bom Jesus e manchou ainda mais uma derrota altamente comprometedora.

O FC Porto não teve o cuidado de encontrar boas soluções para um problema gritante que estava identificado: o eixo da defesa. Ontem voltou a quebrar por aí e não teve eficácia na frente para fazer golos. Sim, é que se há memória de grandes centrais no FC Porto, também há recordações de goleadores extraordinários que fizeram história no Dragão.

Por este andar, o campeonato ainda pode reservar-nos muitas surpresas. Mas nesta altura já nem os mais crentes adeptos portistas acreditarão que será possível recuperar a desvantagem pontual e o título que perdeu há dois anos. Braga pode ter ditado o fim.

O Sp. Braga foi enorme. Paulo Fonseca mexeu na equipa, é verdade, mas os seus jogadores não se poupam a nada. O Sp. Braga está a fazer uma época fantástica e o treinador tem feito uma gestão que faz da confiança e da motivação fatores determinantes para as performances da equipa. É um regalo ver o Sp. Braga jogar, seja no campeonato, na Taça de Portugal, na Taça CTT ou na Europa. Essa é que é essa.

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