Guerra e paz
Respira-se outro ar em Alvalade. Frederico Varandas tem muito trabalho pela frente mas tem também princípios e educação que marcam a diferença com o passado recente. Assistiu ao Sporting-Marítimo ao lado do líder do Marítimo e na companhia dos candidatos que com ele concorreram às eleições. Há um novo ‘modus vivendi’ em Alvalade. A bem do Sporting e do futebol português.
Benfica e FC Porto tão cedo não encontrarão paz. Ontem, voltámos a ouvir a voz de Vieira – o que se impunha –, tranquilizando os adeptos e confiando na Justiça. Mas os dragões não dão tréguas e entre tweets que se disparam de ambos os lados o dia terminou como tantos outros ao longo do último ano e meio: em guerra.
O futebol também não pode ser aquilo que Douglas Costa e Lucas Áfrico fizeram ontem no campo. Ambos desrespeitaram colegas de profissão e atentaram contra os valores do desporto e do fair play que, mesmo em alta competição, não podem ser esquecidos. Lucas teve uma entrada ‘assassina’, recebendo o perdão de Weldon. Foi grande, o jogador do Sporting. Douglas atingiu o adversário com uma cotovelada, depois deu-lhe uma cabeçada e no fim cuspiu-lhe na cara. Imperdoável, como fez questão de dizer Allegri, o treinador da Juventus. Faltou a Cláudio Braga seguir esse exemplo.