Não adianta chorar
Não adianta chorar foi uma expressão celebrizada há algumas décadas por alguns locutores brasileiros (e que o mítico Gomes Amaro trouxe para os relatos em Portugal, concretamente para o Porto) sempre que depois de gritarem o "goooooooooolo" viravam as atenções para o guarda-redes, ao qual restava conformar-se com o papel de vítima.
É um pouco esse o sentimento com que o Benfica ficou após a derrota com o Bayern Munique no arranque da Champions. Os alemães chegaram à Luz, eles sim, com uma arrogância insuportável, e dominaram o jogo e o Benfica. A diferença de andamento foi grande e convenhamos que as saídas de Salvio e Pizzi não contribuiram para reduzi-la. Restou uma consolação para os benfiquistas: rever Renato Sanches e ter a grandeza de aplaudi-lo quando fez o segundo golo dos alemães.
Lágrimas desesperadas foram as de Cristiano Ronaldo depois de ter sido expulso em Valência à meia hora do seu primeiro jogo pela Juventus na Champions. Lágrimas compreensíveis e legítimas face a um comportamento que não deveria ter justificado mais do que o cartão amarelo. Mas não adianta chorar. O que Ronaldo tem de voltar a fazer (e depressa) é aquilo que melhor sabe: marcar golos. E muitos.