O que parece não é

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Começámos por pensar que o jogo poderia ter ficado resolvido no penálti de Ferreyra, mas quis o destino (e Douglas, já agora) alimentar as ilusões do V. Guimarães. Pizzi voltou a cruzar-se com o golo e, ao contrário do companheiro argentino, ele sim estava com veia de goleador. Tanto assim foi que ainda antes do intervalo fez um hat trick, o que só tinha conseguido com a camisola do Paços...

Puxando o filme atrás, pode dizer-se que, depois do penálti falhado, o Vitória esteve à beira do empate, assim como após ter feito o 3-2 deixou a Luz em sobressalto. Mas esse é o jogo dos ‘ses’ que não tem resultado e mesmo se tivesse não contava para nada. Assim, o Benfica projetou-se para um triunfo na abertura do Campeonato, numa demonstração de autoridade e de classe do seu maestro Pizzi.

Rui Vitória afirmou que o que se passou a seguir (do 3-0 ao 3-2) não pode manchar o que a sua equipa fez de bom, mas desvalorizar os erros e as desconcentrações não é boa política. Istambul vai ser uma guerra. Mesmo que tenha ficado a sensação de que o Benfica é melhor do que o Fenerbahçe, a eliminatória está em aberto e a verdade é que os encarnados não estão a inspirar confiança em termos defensivos. Espera-se que na Turquia, o que parece ser uma debilidade não se transforme numa mancha irreparável.

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