Entrada em campo

António Magalhães
António Magalhães

Pelos caminhos de Jesus

Objetivo número 1: o campeonato. Jesus nunca o escondeu e disse-o muitas vezes. Mais do que isso, tomou opções a pensar nessa prioridade, desvalorizando outras competições que, embora de menor dimensão, também enriquecem o património de um clube.

O título nacional é pois a grande luta do Sporting e se é verdade que um empate em Alvalade com o Tondela pode comprometer esse objetivo, são vitórias como aquela que obteve em P. Ferreira que alimentam a convicção leonina de que esta época (após 13 de jejum), sim, é possível.

Disse Roy Keane, antiga estrela do M. United, que os treinadores recebem demasiado crédito quando os resultados são bons e demasiadas críticas quando os resultados são maus. Há um grande fundo de verdade nesta observação, mas é inegável que neste caso pertence a Jesus a maior quota de responsabilidade pela transformação e pelo trajeto do Sporting.

O técnico leonino tem insistido na importância de se instituir em Alvalade uma cultura de campeão que se constrói não apenas com vitórias mas também com a capacidade de tirar lições das derrotas. Essa transformação está refletida no jogo dos leões e nos resultados. Esta época o Sporting tem mais 6 pontos do que na anterior e só em duas outras temporadas a diferença cifrou-se em apenas um dígito: 7 em 13/14 e 9 em 06/07. De resto, a diferença para os 48 pontos que o Sporting tem neste momento foi sempre superior à dezena chegando a atingir os 26 pontos em 12/13! É com estes números e uma mentalidade nova, que se conquista jogo a jogo, que o Sporting segue pelo caminho traçado por Jesus.

José Peseiro estreou-se no FC Porto a ganhar e notou-se vontade em chegar rápido e muitas vezes ao momento de finalização. Bons sinais.
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