Record

Saída de campo

António Magalhães
António Magalhães Diretor de Record

Que bela seleção

Portugal entrou com o pé direito na novel Liga das Nações e fê-lo com estrondo. Primeiro, porque venceu a Itália num jogo ‘a sério’, o que já não acontecia há 61 anos. Segundo, porque realizou uma exibição de altíssimo nível, chegando a vulgarizar em momentos o adversário. E, ‘last but not the least’, fez tudo isto sem a contribuição de Cristiano Ronaldo.

Não é adequado dizer que ninguém se lembrou de Cristiano Ronaldo durante o jogo de ontem. Não por se tratar de uma opinião politicamente incorreta, mas porque na verdade ficámos a dever alguns golos a uma grande exibição. E CR7, como se sabe, é garantia de golos. É um facto, porém, que esta Seleção renovada (no onze titular estavam seis jogadores que não foram ao Mundial) deliciou os adeptos com uma atuação de classe, combinando a fantasia e o rigor com uma beleza arrebatadora.

Fernando Santos faz o que lhe compete quando procura reprimir a euforia que a exibição (até mais do que a vitória) pode provocar. Mas é inegável que o selecionador tem à sua disposição matéria-prima de altíssima qualidade que alimenta legítimas ilusões aos adeptos. Portugal tem talentos com maturidade competitiva suficiente que nos dão o direito de pedir mais jogos com exibições deste nível. Sem demagogias nem falsas modéstias.
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