Que venham os pontos
Marrocos não nos traz boas memórias. Pelo contrário. Foi o pesadelo final de uma aventura no regresso de Portugal ao Mundial vinte anos depois dos Magriços. O campeonato foi no México, mas a palavra que ficou na história foi Saltillo. Demorou muito tempo a fechar esse fantasma num armário. Esperemos que ele não resolva sair nas próximas horas.
O empate com a Espanha teve sabor a vitória. Chegou a ser mais forte (quando estivemos à beira de fazer o 2-0), mas terminou com um travo doce porque a Espanha é… a Espanha (um dos favoritos ao título) e porque Ronaldo fez o terceiro golo ao cair do pano. Casillas, com sentido crítico, disse que CR7 festejou o golo do empate como se fosse o da vitória. Parece que Iker vive noutro mundo.
Atenção a Marrocos! Jorge Simão lembra neste jornal que a seleção do magrebe só perdeu um jogo nos últimos 19. Viu-se que a equipa de Renard – uma velha raposa do deserto – tem muita qualidade, organização e alma. Todos os cuidados são poucos.
Depois do hat-trick, o que desejamos são os primeiros 3 pontos. A noite mágica de Ronaldo não apaga o jogo menos conseguido de Portugal frente à Espanha. Sem razões para haver euforias, é fundamental voltar a vestir o fato macaco e encontrar outras soluções para além de CR7.