Entrada em campo

António Magalhães
António Magalhães

Sem desculpas mas sem dramas

Jesus fez o diagnóstico ao momento do Sporting e mais do que uma vez recorreu à expressão "não há desculpas" no sentido de deixar claro que não sacode as responsabilidades que ele e os jogadores têm nos resultados negativos dos últimos jogos. Os árbitros, o antijogo dos adversários, o azar, o desgaste, a rotatividade, os erros individuais não foram valorizados, o que é um bom ponto de partida para encarar (e resolver) os problemas.

O problema imediato chama-se Nacional ena Madeira, onde o Sporting obrigatoriamente terá de vencer, não apenas para ‘afugentar’ os seus fantasmas mas sobretudo para se manter a uma distância recuperável que alimente o sonho do título. O Sporting precisa de tempo. Jesus precisa de tempo. O treinador arrancou para a nova época com o desejo de decalcar a matriz que estava consolidada, mas o que davam João Mário, Teo e Slimani à equipa e ao jogo não é o mesmo que dão os reforços desta temporada. Acresce que, segundo o próprio Jesus, esses jogadores estão numa fase de ‘pré-época’, necessitando de ganhar rotinas para construírem a ‘nova máquina’.

Tempo, todavia, é bem que começa a escassear. Em face dos últimos resultados, a margem de manobra do Sporting é muito curta e a tolerância baixou ao nível zero. Mas não é hora para entrar em desespero, nem fazer dramas. Antes, é preciso ter ponderação e reclamar, em vez de um leão mandrião, um leão devorador. Depois, a seu tempo, certamente voltará o leão sedutor.

O amplo consenso à volta de Vieira não desmobilizou os sócios do Benfica, que quiseram reforçar esse crédito com uma presença que duplicou o número de votantes de há dez anos quando também foi candidato único. Mais uma prova de unidade.
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