Visão de jogo

António Oliveira
António Oliveira

Foco na Seleção

Terminada a época a nível de clubes (só falta mesmo a final de amanhã da Liga dos Campeões, onde estarão Pepe e Cristiano Ronaldo), o foco dos adeptos portugueses vira-se agora para a Seleção Nacional. Na antecâmara de uma inédita participação na Taça das Confederações, na Rússia, Portugal tem ainda um importante jogo para disputar na Letónia na corrida para o Mundial, para podermos voltar a pisar os relvados russos no próximo ano.

Em função dos compromissos de vários clubes, a preparação da equipa nacional arrancou a meio gás, com Fernando Santos a receber jogadores a conta-gotas. E como o tempo não para, temos amanhã um jogo amigável com o Chipre, no qual o selecionador português poderá aproveitar para dissipar dúvidas em relação ao grupo que irá levar para a Rússia. Uma oportunidade para que os elementos mais novos se possam ambientar à equipa e afirmarem-se como soluções.

Segue-se depois uma partida onde voltamos a não ter margem de erro, no sentido de continuarmos a aspirar pelo primeiro lugar no grupo de apuramento, que garante vaga direta, para o Mundial’2018. A viagem à Letónia é o próximo passo nesta caminhada, um adversário que vencemos por 4-1 em novembro passado, no Estádio Algarve, resultado esse que esconde as dificuldades que sentimos para superar esta equipa nórdica, que aos 67 minutos tinha a partida empatada (1-1) com a nossa Seleção.

Apesar da natural fadiga, depois de uma época desgastante, que a equipa portuguesa possa sentir, a lição deve estar estudada e não podem haver facilitismos. Vamos encontrar um adversário que vai tentar fechar todos os caminhos da sua baliza e explorar eventuais saídas em contra ataque de forma a chegar ao golo. Será preciso um jogo focado, paciente e dominador dos portugueses para trazer os 3 pontos e cumprir os objetivos que passam por continuar a lutar pela liderança e, pelo menos, ficar mais perto de garantir matematicamente o lugar no playoff.

Depois deste jogo, aí sim deveremos começar a pensar na participação, pela primeira vez, na Taça das Confederações, competição na qual importa deixar boa imagem, enquanto campeão europeu. México, Rússia e Nova Zelândia são os oponentes que teremos pela frente, e o objetivo mínimo da Seleção passará certamente pela passagem às meias-finais.

Importa perceber em que condições físicas é que os jogadores nacionais vão chegar a esta prova, já que, pelo segundo ano consecutivo, acabam por ter de disputar uma grande competição, sem terem o habitual período de descanso entre temporadas. A gestão física dos atletas, a maioria com mais de 40 jogos nas pernas, será uma das preocupações a ter em conta por estes dias, de modo estarem o melhor possível.

Além disso, esta competição servirá igualmente de tubo de ensaio e para aprofundar conhecimentos sobre as condições logísticas e climáticas que Portugal poderá vir a encontrar no Mundial do próximo ano. Será muito importante ter este conhecimento prévio para acautelar todas as necessidades e garantir que nada falhe no caso de garantirmos a participação.

Nota: Muito se tem falado na demora do FC Porto em anunciar o novo treinador. Está a entrar-se erradamente na tentação da teoria das primeiras, segundas ou até terceiras opções. Mais vale uma escolha ponderada, do que uma feita à pressa. E mais do que isso, o desequilíbrio financeiro provocado pelas grandes ligas europeias obriga a ter em conta as possibilidades da carteira de cada clube. Seja quem for o escolhido, obedecerá sempre a um processo criterioso.



O Craque – Época interessante
Tirando os atletas dos 3 grandes da equação, Rodrigo Battaglia foi uma das figuras deste campeonato. Após várias cedências e sem se impor em Braga, o médio argentino arrancou para uma grande primeira volta em Chaves (onde apontou 4 golos), regressando depois aos minhotos para se afirmar como titular. Jogador de grande compleição física, que sabe circular bem a bola e ocupar os espaços no posicionamento defensivo, aparece também em zonas de finalização. Pode jogar nas posições 6 ou 8 e, a confirmar-se a ida para o Sporting, será uma interessante alternativa a William e Adrien.

A Jogada – Perseguir o sonho
Depois de uma fase de grupos sem grande brilhantismo, mas onde o objetivo foi cumprido, a Seleção de Sub-20 venceu a anfitriã Coreia do Sul de forma categórica no Mundial da categoria. Numa equipa onde já atuam alguns dos jogadores que foram campeões da Europa de sub-17 no ano passado e também atletas com experiência de 1.ª e 2.ª Liga, temos um grupo com potencial para estar entre os melhores. Como se costuma dizer, há que superar um adversário de cada vez. O próximo será o Uruguai no domingo e quem sabe se o sonho fica mais perto.

A Dúvida – Premiar o suplente?
O Benfica venceu a Taça de Portugal e fez assim a dobradinha na época 2016/17. Uma final chuvosa (há muito que não acontecia) onde os encarnados foram superiores ao V. Guimarães. Olhando para as últimas 3 finais da Taça, é interessante verificar que os finalistas vencidos utilizaram os guarda-redes suplentes nessa temporada. E sem colocar em causa a qualidade, até porque se tratam de excelentes guardiões, a questão passa por perceber se a colocação de um atleta sem ritmo numa final, como forma de o premiar, pode ou não prejudicar o rendimento da equipa. Vale a pena arriscar?

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