António Oliveira

António Oliveira Senador da Fundação do Futebol

Mais um passo

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Portugal está nas meias-finais do Euro’2016. Somos assim uma das quatro melhores seleções da Europa por direito próprio. O sonho de chegar à final de Paris está agora a 90 ou 120 minutos de distância. Com maior ou menor brilhantismo no trajeto percorrido até aqui, com boas exibições nuns casos e outras menos inspiradas, devemos ter orgulho nesta equipa, que mostrou crença, ambição, capacidade de sacrifício e uma força anímica elevada para dar a volta a situações adversas. Os campeões também se fazem do trabalho e do suor que dedicam a uma causa, e esta Seleção dá mostras de nunca desistir do seu objetivo.

Num jogo tenso e muito calculista, o confronto com a Polónia ficou marcado pelo equilíbrio. Portugal poderia ter resolvido a partida ainda durante o tempo regulamentar, mas a pontaria dos portugueses não esteve totalmente afinada. De destacar também a capacidade de reação da Seleção Nacional, que depois de ter sofrido um golo a frio mesmo no arranque, algo que intranquilizou a equipa no primeiro quarto de hora, com muitos passes errados, teve a capacidade de se recompor, recuperar o equilíbrio e colocar o seu futebol em prática.

Com o golo de Renato Sanches, que justificou a merecida titularidade com uma boa exibição, cheia de raça e entrega, Portugal parecia estar em condições de se superiorizar aos polacos, que à medida que o tempo de jogo avançava, pareciam acusar mais o desgaste físico das partidas anteriores. No entanto, a falta de precisão no último terço do terreno não permitiu que a vitória chegasse no tempo regulamentar para os portugueses.

No prolongamento, o jogo tornou-se ainda mais pragmático, com as duas equipas a não quererem arriscar demasiado, tentando apenas explorar falhas dos adversários em jogadas de transição ofensiva ou em lances de bola parada. Na lotaria dos penáltis, tudo poderia acontecer e a felicidade esteve do nosso lado. A sorte protege os audazes. E os portugueses fizeram por ter essa sorte. Fernando Santos e os seus jogadores estão de parabéns.

POSITIVO

Confirma-se a crença inabalável de Fernando Santos de que esta equipa poderia ir longe na competição. Portugal já está na história deste Euro’2016. Com muita crença e ambição.

NEGATIVO

Em certos momentos, a Seleção pareceu mostrar alguma indefinição tática, com os jogadores a não conseguirem interpretar corretamente o seu papel. Um aspeto a melhorar.

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