Os melhores reforços da época
Falta pouco mais de um mês para o final da temporada. As grandes decisões aproximam-se e em breve saberemos quem serão os grandes vencedores e derrotados nas lutas pelo título, competições europeias e manutenção. E ainda teremos as finais das Taças de Portugal e CTT como pontos de interesse. Para chegar a estas metas, em muito contribuíram os reforços dos clubes nacionais. Aqui seguem algumas das melhores contratações efetuadas esta época.
O grego Mitroglou foi uma das grandes aquisições do Benfica. Um avançado possante, com faro de golo, que faz da força e inteligência de movimentos o seu forte para criar desequilíbrios. Mais de 20 golos em ano de estreia em Portugal está ao alcance de poucos. Por seu lado, dificilmente se esperaria que o guarda-redes Ederson fosse titular em mais de dez jogos das águias. A lesão de Júlio César abriu caminho para a confirmação do potencial do guardião, que não se amedrontou nos grandes jogos, nacionais e europeus, mostrando segurança e garantias para o futuro da baliza encarnada.
O principal reforço leonino foi Bryan Ruiz. Não é por acaso que é um dos jogadores mais utilizados por Jorge Jesus. Jogador de grande entrega e recorte técnico, a alinhar ao centro e nas faixas, o costa-riquenho apresenta um futebol com grande leitura de jogo e fácil remate. Rapidamente se tornou um elemento nuclear. Já o central Coates pegou de estaca desde que chegou a Alvalade, estando sempre muito forte na marcação e contribuindo para que o Sporting seja hoje a melhor defesa da Liga.
No Dragão, o reforço em maior evidência é Danilo. O internacional português evoluiu imenso ao longo da temporada e é hoje um médio-defensivo de dimensão europeia. Um pulmão capaz de recuperar imensas bolas e participar na construção de jogo. Apesar de fustigado pelas lesões, o valor demonstrado por André André faz dele um valor seguro para o meio-campo, pela pressão que exerce e a capacidade de ligar os médios aos avançados. Talvez a quebra do FC Porto esteja associada à ausência do médio, que prometia cumprir uma grande época.
A qualidade exibida pelo central bracarense Ricardo Ferreira confirma-o como um dos bons valores futuros para a Seleção. Já os golos do sérvio Stojiljkovic revelaram um ponta-de-lança de grande qualidade, cheio de mobilidade e garra, numa época que o levou a estrear-se na seleção do seu país. No Rio Ave e no Arouca alinham dois dos melhores laterais-esquerdos do nosso campeonato, de seu nome Edimar e Lucas Lima. O trinco Pelé, emprestado pelo Benfica ao Paços de Ferreira, tem estando em destaque nos pacenses, enquanto os 12 golos apontados esta temporada pelo extremo Salvador Agra no Nacional fazem dele a referência da equipa.
O croata Bakic, o arménio Ghazaryan e o português Rúben Ribeiro trouxeram mais qualidade e visão de jogo a Belenenses, Marítimo e Boavista, respetivamente, sendo que o avançado do V. Guimarães, Henrique Dourado, evidencia potencial para homem-golo de equipa grande. Também André Claro (V. Setúbal) e Rafael Martins (Moreirense) têm encontrado o caminho dos golos. E jovens como o guardião André Moreira (União da Madeira), o lateral-esquerdo Rafa Soares e o avançado Gonçalo Paciência (ambos da Académica) tiveram espaço para evoluir.
Saber escolher bem ajuda a atingir objetivos. No caso de algumas equipas determinou mesmo as suas possibilidades, ou não, de sucesso este ano. E numa fase em que tudo está prestes a ficar resolvido, estas boas apostas tiveram e poderão ter, ainda, um papel a desempenhar.
O craque – Alternativa de confiança
Muito por culpa da veia goleadora de Jonas e Mitroglou, o principal investimento do Benfica para esta temporada tem funcionado como uma espécie de arma secreta. Raúl Jiménez é o suplente mais vezes (24) utilizado por Rui Vitória e tem ainda aproveitado as oportunidades como titular para mostrar que é uma opção a ter em conta, com golos e assistências importantes. É um finalizador forte no jogo aéreo e com boa capacidade de receção e passe. Com uma média de 1 golo a cada 171 minutos, o avançado mexicano é uma alternativa de confiança para o ataque das águias.
A jogada – Recuperar a garra
O FC Porto vai a eleições no próximo domingo. Um dia importante para a nação portista, desejosa de ver a equipa a regressar rapidamente a um momento vitorioso. É uma altura de reflexão, onde importa identificar os erros cometidos (e afastar esse mito de que tudo foi culpa de Lopetegui, porque não foi) e encontrar soluções que tragam de volta a cultura ganhadora e a garra que os dragões sempre exibiram. Mais do que recordar a glória do passado, os sócios esperam novas conquistas. Pinto da Costa já mostrou saber como reagir aos maus momentos.
A dúvida – Baixa importante
Está confirmada a lesão grave de Fábio Coentrão e o seu afastamento do próximo Euro’2016. Fernando Santos tem aqui a sua primeira baixa de vulto, enquanto ainda não se sabe se Tiago recupera a tempo de jogar a competição. O jogador do Mónaco é um dos mais experientes da equipa portuguesa e fazia parte do núcleo duro do selecionador, pela sua qualidade, mas também pela polivalência de soluções dava à equipa, já que pode alinhar em vários setores do terreno. Eliseu e Raphael Guerreiro deverão ser assim as opções para o lado esquerdo da defesa. Quem parte em vantagem?
