Visão de jogo

António Oliveira
António Oliveira

Superar Irão com bola nos pés

Entre a euforia proporcionada pelo empate com a Espanha e a ‘descida à terra’ na sofrida vitória com Marrocos, Portugal está a apenas um ponto de garantir o apuramento para os oitavos-de-final do Mundial’2018. Segue-se o Irão, e pela amostra dada pelos iranianos nas partidas anteriores, há que estar bem preparado para as dificuldades que vamos encontrar.

Numa competição que se tem pautado por um grande equilíbrio em quase todos os jogos, devemos também ver as coisas pelo lado positivo: a Seleção está perto de cumprir o seu primeiro grande objetivo, que passa por chegar às eliminatórias. E para lá chegar são mesmo os pontos que mais importam.

Mas não há como o esconder e o próprio selecionador Fernando Santos apontou o problema. Portugal está a sentir dificuldades na circulação de bola, situação que obriga os nossos jogadores a correrem mais atrás da mesma e que causa um maior desgaste à equipa. O facto de termos marcado cedo nos dois jogos anteriores também parece ter feito com que a equipa recuasse no terreno de forma algo excessiva.

As dificuldades na primeira fase de construção, onde os centrais tentam chutar a bola para a frente e a falta de alternativas para a saída da bola, tem sido um dos principais problemas. Além disso, a dupla do miolo, William e João Moutinho, pareceu muito afastada dos colegas da frente, o que prejudica o jogo em posse.

Uma maior união entre setores, que permita mais linhas de passe e menor desgaste, assim como uma dinâmica da equipa com rapidez de processos e capacidade de pressionar o adversário em zonas mais avançadas, pode ajudar a alimentar o jogo interior numa Seleção cujos jogadores, sobretudo do meio-campo, têm características ideais para manterem a bola em seu poder.

Neste altura, não há muito tempo para testar alternativas táticas. No fundo, há que mudar o chip mental e tentar incutir maior intensidade ao jogo da equipa, na qual existem atletas que, além de Cristiano Ronaldo (em grande forma), podem contribuir para uma maior produtividade ofensiva.

O Irão de Carlos Queiroz está obrigado a vencer Portugal. Como se tem visto, é uma equipa aguerrida, muito forte defensivamente, que aposta nos duelos físicos e na sua força para chegar à frente. A capacidade de Portugal conseguir gerir o jogo com a bola nos pés pode ser, por isso mesmo, muito importante, de forma a não cedermos espaço aos iranianos e aproveitarmos oportunidades no ataque. Vai ser preciso foco e controlo emocional. A jogar feio ou bonito, o mais importante será ganhar.

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