Superar um mau jogo
Uma noite de pesadelo. Num jogo pouco inspirado do FC Porto e no qual o Liverpool fez uma exibição muito próxima da perfeição, os dragões acabaram por sofrer a derrota mais pesada da sua história a jogar em casa nas competições europeias. O futebol é assim, tem dias bons e maus. Para Sérgio Conceição, o mais importante é garantir que este resultado não deixe marcas para os próximos desafios.
Já se previa que o Liverpoool iria colocar grandes dificuldades ao FC Porto. Além de ter um dos melhores ataques da Liga dos Campeões, trata-se de uma equipa muito forte na marcação defensiva, aproveitando o contra-ataque para causar estragos. E assim foi: em dois deslizes dos portistas na primeira parte, a equipa inglesa, que até essa altura pouco tinha feito, ganhou vantagem de dois golos que determinou o rumo da partida. Numa competição como a Champions, os erros cometidos podem ser fatais.
O FC Porto não conseguiu pressionar alto como é costume, nem apresentou a habitual força das alas, com canalização de jogo ofensivo e cruzamentos para a área. Mais distante da baliza e com pouco discernimento na circulação de bola dos dragões (muita pressa em subir no terreno, nem sempre da melhor forma), o Liverpool limitou-se a fazer o que mais gosta: esperar pelo momento certo para o lançamento de jogadas mortíferas. A marcação de 5 golos em 6 remates enquadrados à baliza é ilustrativa da enorme eficácia atingida por um tridente ofensivo de grande nível (Sané, Firmino e Salah).
Antes da partida, o treinador Jurgen Klopp teve uma afirmação interessante, dizendo que o FC Porto "não tinha ainda jogado 20 vezes contra uma equipa como o Liverpool". E essa diferença de andamento, no âmbito daquilo que é a intensidade competitiva de uma liga como a inglesa, em comparação com a portuguesa, fez-se sentir. Os dragões tinham de fazer um jogo ao seu melhor nível, mas acabaram por se exibir abaixo das possibilidades e isso tornou as coisas ainda mais difíceis.
Nos jogos anteriores, o melhor FC Porto em versão europeia atuou sempre com 3 elementos a meio- campo e com Danilo Pereira em evidência, garantindo maior segurança defensiva e estabilidade na fase de construção. Sem um jogador de características idênticas e com a lesão do internacional português, Sérgio Conceição preferiu outra abordagem que acabou por não funcionar, já que o Liverpool esteve quase sempre em superioridade numérica no miolo do terreno, ganhando a maioria dos duelos naquela zona.
De regresso à liga portuguesa, importa agora ao treinador do FC Porto garantir que o rendimento da sua equipa não seja afetado a nível anímico, nesta fase importante da época em que se aproximam jogos cada vez mais decisivos para as contas finais. A reação deverá ser imediata para continuar a manter os índices de confiança em alta.
Numa equipa que esta época tem estado pouco habituada às derrotas (em Portugal, o FC Porto continua invicto), este acaba por ser um mini-teste à sua resistência emocional. A capacidade de responder a um resultado negativo é o desafio que se segue na partida em casa com o Rio Ave, formação que pratica um excelente futebol. Nas duas derrotas anteriores na Europa, com Besiktas e Leipzig, a receita portista foi uma vitória no jogo seguinte. É o melhor estímulo continuar a perseguir os objetivos que a equipa traçou para esta época.
Nota: O Sporting trz um excelente resultado do Cazaquistão e tem boas possibilidades de seguir em frente na Liga Europa. Já o Braga terá uma missão mais dificultada para recuperar em casa da desvantagem de 3 golos com o Marselha.
O craque -- Médio de grande potencial
Lucas Evangelista é o jogador em maior evidência no Estoril. O médio brasileiro, de 22 anos, tem sido o dínamo da equipa, capaz de encontrar o passe ideal e a jogada certa para levar a equipa para a frente. Tranquilo com a bola nos pés e especialista em remates de meia distância (já leva 3 golos na liga), contribui também para o equilíbrio defensivo dos estorilistas. Com qualidades técnicas acima da média, Lucas Evangelista tem potencial para voos mais altos e a cobiça de outros emblemas acaba por ser natural.
A jogada -- Vitória merecida
Portugal juntou-se a Espanha, Itália e Rússia no lote restrito de seleções que já se sagraram campeãs europeias de futsal. Um feito fantástico, se tivermos em conta que os nossos vizinhos espanhóis (adversários na final) já venceram a prova por 7 vezes, e que assinala o crescimento que a modalidade tem tido no nosso país, atualmente com mais de 32 mil praticantes. Temos grandes executantes e uma Seleção que fez por merecer uma vitória que procurava há muito tempo. Parabéns!
A dúvida -- A luta pela manutenção
Portugal juntou-se a Espanha, Itália e Rússia no lote restrito de seleções que já se sagraram campeãs europeias de futsal. Um feito fantástico, se tivermos em conta que os nossos vizinhos espanhóis (adversários na final) já venceram a prova por 7 vezes, e que assinala o crescimento que a modalidade tem tido no nosso país, atualmente com mais de 32 mil praticantes. Temos grandes executantes e uma Seleção que fez por merecer uma vitória que procurava há muito tempo. Parabéns!
