Artur Fernandes

Artur Fernandes Presidente da Associação Nacional de Agentes de Futebol

O mês em que os deuses choraram

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Hoje conto-vos a história das lágrimas que pertenceram aos vencidos e outras que eternizam os imortais, neste agora terminado Campeonato do Mundo 2026. O futebol assistiu a um momento raro: três dos maiores nomes da sua história deixaram cair as máscaras da invencibilidade. Cristiano Ronaldo, Lionel Messi e Neymar Jr. choraram. Cristiano verteu lágrimas pelo adeus definitivo ao sonho que sempre lhe escapou. Messi lacrimejou porque até os campeões conhecem a dor de perder aquilo que já conquistaram. Neymar, um deus menor apenas quando comparado com os dois gigantes que definiram uma era, comoveu-se por perceber que o talento, por si só, nem sempre basta para vencer o destino.? A par da qualidade espanhola, estas foram talvez as imagens mais poderosas deste Mundial: os deuses também sucumbem ao pranto. E, quando isso acontece, o futebol recorda-nos que, antes dos recordes, dos títulos e da idolatria, continuam a existir homens capazes de sentir a derrota com a mesma intensidade com que um dia viveram a glória. Mas as lágrimas deles depressa darão lugar às nossas.O futebol vai soluçar com a despedida de Cristiano e Messi dos Mundiais, porventura os dois maiores jogadores de sempre. E talvez chore ainda mais quando perceber que encontrar quem os substitua será uma missão quase impossível. Porque há grandes jogadores em todas as gerações, mas lendas como estas só vão aparecer uma vez na vida.

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