Aubameyang, e a idade da fome
Hoje conto-vos uma história de que a idade já não está no bilhete de identidade, está no corpo e, sobretudo, na cabeça. O futebol moderno realçou um antigo paradoxo. Há jogadores de 38 anos que parecem jovens e jogadores de 24 que já estão velhos. Já o dizia Vitor Oliveira há 30 anos. Uns continuam a correr atrás do próximo desafio; outros começaram demasiado cedo a viver do passado. A genética explica uma parte. A ciência, a alimentação e o treino explicam outra. Mas existe uma variável que nenhum laboratório consegue fabricar: a vontade. Cristiano Ronaldo foi talvez o exemplo mais extremo, mas Aubameyang pertence a essa geração de jogadores que recusou aceitar que os trinta significavam o princípio do fim.