Bernardo Silva e a Alice no País das Maravilhas
Quando Charles Dodgson, a 4 de julho de 1865, publicou sob o pseudónimo de Lewis Carroll, a ‘Alice no País das Maravilhas’, não esperaria que a sua narrativa para crianças tivesse um impacto tão filosófico e real na vida humana. Tal feito foi também gigante na sétima arte com ‘Matriz’, quando o tal Neo (Keanu Reeves) está em frente ao computador e recebe uma mensagem para seguir o coelho branco. Daí surge uma das grandes questões: você quer uma vida ilusória e uma mera representação ou uma vida real, consciente? No conto, Alice completamente perdida, vê um gato na nuvem e pergunta: "O senhor pode ajudar-me?". O gato responde- lhe que sim. Então vem a questão: "Para onde vai essa estrada?", pergunta ela.’"Para onde quer ir?", riposta o gato. "Não sei", diz Alice. Então o felino ensina-lhe (nos) uma das regras mais sábias: ‘"Para quem não sabe para onde vai, qualquer caminho serve!". Bernardo Silva deu uma entrevista com tamanha maturidade, tão invulgar quanto a sua qualidade. Com ideias claras, ciente do caminho que percorreu e do destino que quer seguir. Sabe de donde veio e para onde quer ir.