Castro e a bola de Berlim
As artes podem fundir-se, e até confundir-se, com resultados inesperados. Nesta semana, misturámos a gastronomia ao desporto rei. Daí que na capital germânica, André Castro tenha assinado um dos momentos mais históricos do Sp. Braga. Entrou a acabar a refeição e não se imiscuiu de dar o máximo. Entrou em cena como um verdadeiro chef, com a convicção de um guerreiro esfomeado e deu tudo, como sempre o fez, ao longo dos mais de 20 anos da sua carreira. Enquanto todos se preparavam para uma refeição equilibrada de pontos, o arsenalista avançou decidido, e desafiando os menus conservadores, investiu de forma arrojada no mais certeiro e importante shot deste novo Braga. Aquela bola açucarada veio requintada, para adocicar a nossa alma, com recheio de grande qualidade, para terminar num desfrute inacreditável. Castro foi a cereja no topo do bolo, e desta vez a sorte bateu na porta certa. Ele fez por merecer esta distinção. Jamais se apagara do museu bracarense. Os ingredientes misturaram-se se para o glorificar, naquela bola em Berlim, não fosse o seu pai um dos melhores pasteleiros de tal iguaria.