CR7, licença para ‘matar’
É tão nossa e tão latina, a desenvoltura para exasperação, bem como para a crítica e a frustração exageradas. Os portugueses só precisam de um pequeno motivo para se desiludir. E também só necessitam de uma vitória menor para a euforia desmedida. Vamos do céu ao inferno em 90 minutos. Adeus sensatez, que agora queremos estar tristes e desiludidos. Não apetece refletir sobre os acontecimentos. Num jogo somos uma seleção de luxo, noutra uns craques velhos e vaidosos. Num dia o CR7 é um Deus, e no outro um jogador ultrapassado. E tudo isto, porque Portugal não ganhou, Cristiano não marcou e o engenheiro não se aventurou. Assim somos nós, e tardará muito tempo para deixarmos de o ser.