Artur Fernandes

Artur Fernandes Presidente da Associação Nacional de Agentes de Futebol

Cristiano tem costas largas

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Hoje conto-vos uma história daqueles que criam expectativas por estratégia e modus operandis, para colocarem o coração dos demais em euforia. Agora, e fruto disso, para além das questões futebolísticas que Roberto Martínez terá de resolver, o problema reside nas expectativas. Começar o Mundial como uma das favoritas e com a ideia de que se joga melhor do que ninguém tem destas coisas: se não se corresponde e se empata com o Congo, sofrendo um rude golpe logo no primeiro jogo, o alarmismo instala-se inevitavelmente. Os mais dramáticos já prevêem agora dificuldades que nem sequer existiam há apenas uns dias, embora isto ainda agora tenha começado. Este tropeção terá também outro efeito colateral, pois nada une mais um grupo nem desperta mais o orgulho, do que os inimigos externos, e os futebolistas desta vez encararam as redes, e principalmente os jornalistas, como adversários. Nada mais injusto. Receber críticas depois de não terem sido capazes de ganhar à seleção número 43 do ranking mundial é algo lógico. Os próximos adversários são o Uzbequistão e a Colômbia (não os jornalistas ), mas se a ideia de entrar em campo para calar estes pseudo-adversários lhes servir de estímulo para acordarem, então que assim seja. Tudo o que não seja uma completa apatia emocional será bem-vindo. Entre o drama exagerado, bem latino, e a falta de objetividade, deverá existir um meio-termo. Esperemos que o encontrem o quanto antes. 

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