Dérbi e os agentes a arder
Esta semana tivemos um dérbi. Benfica e Sporting pugnavam pelo êxito com uma imensidão de expetativas e sentimentos vários. À espreita estavam portistas e bracarenses, na esperança de um desaire duplo. Se ganhassem os encarnados,tudo continuaria na mesma: a conta da luz, a guerra na Ucrânia e a constante péssima previsão do tempo; e uma grande parte do País, acordaria euforicamente campeão, a meio da época. Se a vitória tivesse sorrido aos sportinguistas, a ilusão e o sonho seriam restabelecidos, e o campeonato começaria de novo. Enfim, empataram. Que chatice. Então, o dia seguinte foi chuvoso, cinzento, enfadonho e sem discussão. Até o arbitro foi aborrecido, tal o acerto nas decisões e ainda se ausentou de qualquer caso ou polémica, fruto de uma arbitragem inquestionável. Valeu pelos quatro golos e por um público que só conseguiu destruir 400 cadeiras.Chegamos à conclusão que o futebol já não é mais de vida ou de morte. É algo mais importante. Tão relevante, que a FIFA o quer controlar na plenitude. Desta vez, criou um regulamento para os agentes, que já só resta pagarmos para representar jogadores, treinadores ou clubes.