Enzopatia, a doença que vem de longe
O presidente do Benfica explicou a realidade do sentimento dos profissionais de futebol. Querem vir para Portugal, por uns tempos, para daqui viajarem rapidamente para campeonatos mais lucrativos. Quando batem no peito e beijam o símbolo, significa, grosso modo, "hoje lambo este símbolo que me vai transportar para a mina de ouro". O jogador só nos usa para uma transferência internacional. Neste contexto, justificam os piores sentimentos: avareza, falta de compromisso e oportunismo. Por destino, esta meia época correu de feição a Enzo. Numa tentativa de fazer pressão contra a entidade patronal, usurpou as suas responsabilidades e saltou para a piscina do Tio Patinhas. Lamber a camisola, ‘twittar’ corações com o emblema ou aparecer junto dos sócios é apenas parte da encenação. Quando surge o primeiro interessado, o cérebro do atleta volatiliza. Agora, qualquer destino europeu, chinês ou árabe parece mais paradisíaco. Que se dane a terra de Camões, que é só uma ponte. Usamos os ‘tugas’ para entrar na Europa. De seguida, há que acumular fortuna. Eventualmente voltar, como estrela, aos 35 anos, para lhes extorquir os últimos euros. Cabe-nos decidir se os Enzos merecem tal reconhecimento. Rui Costa já deixou a sua versão. Pinto da Costa ou Salvador não teriam dito melhor. Se dependesse do povinho, estes Enzos só voltariam a ver Portugal no … google maps.