Globalização de Amorim
O futebol expressa muito bem o simbolismo da globalização. Na década de 80, o futebol era conotado com o país ou o lugar onde se jogava. Agora está alinhado com o tempo, com o presente em que se joga, quando se refere ao futebol de primeira, internacional, profissional. Hoje, esta bela modalidade arrebata corações com a mistura da paixão, com a ciência, com os montantes envolvidos, a ela associados, com novas ideias e com evoluções tecnológicas. E, nesse cruzamento, o futebol atual vai ficando mais belo e interessante aos olhos de uns, e, para os mais saudosistas, menos apaixonado e mais materialista. É humano relembrar o futebol antigo porque antigamente todos eram mais novos, mas, na verdade, o que celebram com saudade são os anos de juventude em que até o futebol quase amador parecia perfeito. Mas este sentimento tem sido muito válido para a não concretização (ainda) da tão falada Liga Europeia dos Grandes Clubes. O romântico resiste à globalização desmesurada, e ver uma seleção e seu público "gritar" o hino, reforça ainda o apego a um lugar, ao lar. Será somente uma questão de tempo ?! A missão reside em não deixar o adepto perder a sua "inocência" pela paixão do clube, do jogo, do derby e de uma vitória "limpa". Porque a evolução não vai parar e vai trazer muitas coisas boas; e algumas más. Para isso, credibilizar, credibilizar.