God Save the King... futebol
Na semana que multidões lastimam a partida da Rainha mais icónica da História, pode dizer -se que o seu legado é colossal. Entre vastíssimos contributos, um deles foi que o futebol fosse levado ao extremo do investimento, pois constituía a felicidade do seu povo. E espalhou- se pela Europa. Pois não é apenas um jogo. É muito mais que isso, para os ingleses e para nós. Costumo ver-me a correr ao lado do Mourinho em Old Trafford, a imitar o calcanhar de Madjer, atrever-me a chutar um canto ‘à Morais’, ser o mágico Deco naquele jogaço contra o Mónaco, ou o King Eusébio no duelo com Puskas em Amesterdão, onde culminou com mais um título europeu. Tenho lembranças de tudo, e mais ainda da alegria de ‘provocar’ toda uma Europa com a final de Dublin, onde qualquer resultado era ótimo, pois a festa já o era antes de o ser. Até das noites frias e chuvosas dessas quartas-feiras, em que um golo ao cair do pano, me fazia alterar o humor em relação ao evento, mas sempre desejando o jogo seguinte.