Infantilidades da FIFA
Hoje conto-vos uma história curta, de qualquer coisa de desconcertante que aconteceu na metamorfose de Gianni Infantino. O presidente da FIFA parece ter descoberto, entre os arranha-céus americanos, os estádios monumentais e a liturgia do poder, uma nova forma de olhar para o futebol. Já não é apenas o jogo que o fascina. É o tamanho de quem o pode financiar, a influência de quem o pode acolher e a dimensão de quem pode transformar o futebol numa plataforma global de negócios, política e espectáculo. O problema começa quando o deslumbramento parece transformar-se em reverência. Nesse novo mapa, de uma Europa perdida de valores, segurança e riqueza, Marrocos ocupa um lugar cada vez mais evidente. A ascensão meteórica dos marroquinos, revela que no entendimento da FIFA, os ventos do futuro vêm de outras paragens. A América deslumbra-o, o Qatar acolheu-o e Marrocos tornou-se um parceiro estratégico, logo após a célebre reunião de novembro de 2018 entre os governos de Espanha e Marrocos, com a benção da FIFA, e com o necessário afastamento do principal opositor desta aliança, Rubiales.