Artur Fernandes

Artur Fernandes Presidente da Associação Nacional de Agentes de Futebol

João Pereira nobre e o novo pêlo do leão

Começo este artigo por saudar João Pereira porque passou um natal e uma passagem de ano que não desejaria com toda a certeza. Toda aquela ilusão, todo aquele novo mundo, toda aquela êxtase de treinar um grande, esfumou -se em poucas semanas. Tudo aquilo ruiu, e os objetivos caíram em saco roto, porque simplesmente não conseguiu ganhar, não conseguiu convencer, não conseguiu fazer vibrar a bancada leonina. Do João Pereira fica a nobreza, o carácter e o amor ao Sporting expresso no gesto de abdicar do dinheiro em prol do clube do coração. O universo leonino só lhe pode agradecer por isso e desejar que um dia volte noutro contexto. A decisão de Varandas pelo João é absolutamente justificada. Melhor que o Amorim era impossível fazer porque ele ganhava tudo e ia em primeiro. A escolher alguém que matematicamente jamais o superaria, melhor que fosse um homem da casa, mais entrosado com a realidade sportinguista, e com a proposta de jogo dos leões, do que alguém que viesse de fora, e tivesse que reaprender tudo desde o início, e de certeza, muito mais caro. E ainda mais, porque a correr mal ( como foi o caso ) o despedimento não seria visto como tal, mas sim como a substituição de um treinador interino. Sim, porque João Pereira nunca foi visto como um treinador, propriamente dito. Era a solução interna que, a ser bem sucedida seria um achado e, a correr mal, seria muito fácil rescindir e encontrar um treinador "de verdade". O João vai fazer carreira, vai reiniciar-se e ,com toda a certeza, vai ser bom.

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