Manchester City: justiça ou suicídio
Hoje conto-vos a história de um clube de Manchester que fez o que muitos outros fizeram. A diferença é que estes são o City e os outros são os outros. E quando se chega ao topo, os pecados tornam-se ameaças ao sistema. A Premier League, essa Superliga que os ingleses construíram sem lhe dar esse nome, enfrenta um dilema: defender a integridade da competição ou assustar quem a transformou na maior indústria futebolística do planeta? Perante 114 infrações consideradas provadas em 115 acusações, ninguém pode estar inocente. Mas qual é a medida justa? Quantos milhões irregulares justificam a retirada de um ou mais títulos? Onde está o limite que separa uma multa de uma despromoção? Os românticos exigem castigos exemplares, querendo apagar os campeonatos ganhos, as vitórias e os golos de Haaland? E se amanhã surgirem irregularidades semelhantes neste ou noutro qualquer Chelsea, no United de Ratcliffe ou no Brighton de Tony Bloom?