Mistério fascinante
Quando o Porto tinha o campeonato perdido e Kelvin levantou o Dragão ao minuto 92; quando o Benfica estava a precisar de um condutor para o seu Ferrari e de repente transformou-se num Rolls Royce e termina campeão; quando o ataque à Academia fez dos inocentes jogadores do Sporting agredidos campeões da Taça da Liga e da de Portugal na época seguinte; e quando o Porto ia com muito atraso pelo Ano Novo e acabou primeiro no campeonato, faz-nos emergir um mistério de compensação aos sofredores, de equilíbrio cósmico, de uma lei da compensação pelos sacrifícios de vários jogadores, treinadores e dirigentes. Que depois da tempestade por que passou Varandas e Viana, depois chegou – lhes a bonança. Tal com Conceição foi ( e tem sido ) o rosto das graças divinas e vitoriosas lá para as bandas das Antas. Como Vitória e Vieira atravessaram a tormenta, acreditando que não há mal que sempre dure, nem bem que nunca acabe. E assim foi. E agora Rui Costa sabe que toda a dificuldade deve ser resolvida enquanto é … fácil. Os triunfos vão porém aparecer, como que roçando o esotérico, transformando-se num feito que transcende os previsíveis elementos do futebol.