Hoje conto-vos uma história de um sussurro do destino, nascido na final do Mundial 2014. No balneário da seleção alemã, um jogador encontrou um bilhete anónimo que dizia: “Aos 113 minutos. Confia.” Sorriu, como quem não acredita em presságios, e desfez-se dele, sem hesitar. O jogo foi tenso, fechado, sem golos, num silêncio pesado que se arrastou até ao prolongamento. E então, ao minuto 113, a bola encontrou Mario Götze. Domínio leve, quase suspenso no tempo… e uma hesitação, breve como um sopro. No ar, lembrou-se do bilhete, rematou e …golo. Anos depois, ao rever o instante, percebeu o impossível: o passe parecia vir de um ângulo vazio, de um lugar onde ninguém estava. Como se o jogo tivesse sido tocado por algo invisível.