Artur Fernandes

Artur Fernandes Presidente da Associação Nacional de Agentes de Futebol

O insólito Euro'2020 vai começar sem … Neno

Adicione como fonte preferencial no Google

Quando às 5 da tarde do próximo dia 15, a bola começar a rolar no Ferenc Puskas de Budapeste, os nossos corações já estarão acelerados. Os portugueses vão vestir as suas camisolas das quinas, que guardam para estes momentos de lusitanismo puro. É a génese do futebol. É o desporto Rei, na sua forma mais bela. É a nossa Seleção, a Seleção de todos nós e todos somos muitos. O olhar está fixo no televisor, os nervos imperam, e o árbitro sopra no apito. É o início de mais uma aventura, mais um desafio, mais um obstáculo que há que superar. Outros enchem os bares e cafés do País, confraternizando, gritando e cantando o hino nacional. E mais os outros, os nossos emigrantes, por esse Mundo fora, juntando tugas, em imensos cantos do Planeta, à espera de um golo de Portugal, para mostrar, onde quer que estejam, que, quando se nasce português, existe fado, Fátima e futebol, e orgulho em ser português. Tantas vezes desamado, outras tantas estimoutras porém difamado, mas, na sua maioria, aclamado. O futebol é, porventura, aquilo que tanto nos separa, e, nestes momentos, muito nos une. Chamam-se amigos lá a casa, marcam-se lanches ajantarados, e, entre cervejas, amendoins e tremoços, todos gritam "Vamos a eles". E mais aqueles que terão o prazer de estar no estádio, que vão esbracejar, saltar, rir e até chorar, e que seja de alegria. Vão exibir com orgulho as cores verde e vermelha de Portugal, nas camisolas, nas pinturas dos rostos, nos chapéus e cachecóis. "VAMOS TODOS#VAMOS COM TUDO".

Deixe o seu comentário
Assinatura Digital Record Premium

Para si, toda a
informação exclusiva
sempre acessível

A primeira página do Record e o acesso ao ePaper do jornal.

Aceder