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Otavinho e o imperativo categórico
Otávio foi insultado não porque é jogador do FC Porto, nem por ter nascido no Brasil. O luso-brasileiro foi maltratado porque quem o fez não tem educação. Era a isto que me referia. Para sermos um país diferente, a aposta tem de ser na educação real, dos verdadeiros valores familiares e sociais
Quando Immanuel Kant se empenhou na criação de uma frase que determinasse o comportamento ideal de um qualquer ser humano, estava longe de imaginar que passados mais de 200 anos muitos ainda não a tivessem compreendido. Aqueles que assobiaram Otávio, como há uns meses o fizeram a João Mário; ou o que fizeram a Marega ou Vinícius Júnior merecem castigos severos. Kant criou uma solução simples. Chamou-lhe imperativo categórico, e não era mais nem menos do que 'agir de forma a que os teus atos sejam elevados a exemplo de conduta universal'. Porém, começa a ser por demais evidente que os esforços para doutrinar as populações com base em slogans ideológicos não estão a funcionar. Os percursores dessa estafa social têm conduzido o povo à perda de valor(es) criando relações interpessoais cada vez mais tóxicas.
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