Paulo Sérgio e Youth League
A natureza humana faz os mais céticos, os desconfiados, os fanáticos, os maldosos ou simplesmente os mais experientes duvidar de alguém que não se conhece ou que se conhece mal. Mas quando o alvo das dúvidas é alguém que se conhece bem, e que a sua integridade jamais poderia ser posta em causa, isso causa-me tristeza. Paulo Sérgio é do bem, defende aqueles que são os melhores valores da convivência humana. Nem me vou imiscuir nas suas competências como treinador, pois deixo o seu currículo ao dispor da Wikipédia, e a quem o quiser consultar. Mas o homem Paulo é sério, frontal, ‘peitudo’, bem humorado, simples, amigo do seu amigo e jamais se entregaria a uma exibição ‘encomendada’ ou a uma inverdade desportiva. Desconfiar do Paulo é negar a razão da coexistência humana. O Paulo não se vende nem se venderá em momento algum. Estou à vontade a falar de um amigo de há mais de duas décadas que é absolutamente idóneo. É assim que vejo a amizade e este episódio é o momento para isso. O Portimonense jogou com jogadores que habitualmente não jogam, colocou ‘miúdos no lugar de graúdos’ para preparar de forma positiva aquele que era o jogo de uma época: o da semana seguinte contra o Moreirense. Parabéns Paulo, foste pragmático e… ganhaste o teu campeonato, e provavelmente, o teu emprego. E não é assim, também, que os clubes ditos grandes, se preparam para os jogos das competições europeias, arriscando campeonatos, em troca dos milhões da UEFA?