Portugal e Manel, unidos pelo futebol
O autocarro de Portugal sai do hotel com a mensagem "Portugal is united for football". A força da união de uma Nação que o futebol transporta. Esta poderá ser a melhor geração de sempre porque deu títulos, porque juntou muitos e bons ao mesmo tempo, no mesmo período, no mesmo balneário. Não há uma sequer posição em campo, cujo jogador ou jogadores não sejam de eleição. Portugal, já campeão do grupo, apresentou a sua segunda formação frente à Geórgia,a não ser Palhinha,Diogo Costa e Cristiano, que tem um demónio dentro de si: marcar no seu sexto Campeonato da Europa consecutivo. Seus recordes chegam ao céu, mas nada sacia a sua enorme competitividade, nascida do ego mais hiperdesenvolvido que jamais foi visto no futebol. E se mais não fez neste jogo foi graças à ‘incompetência’ do suíço Schärer. Martínez substituiu-o aos 60’ e, ainda assim, saiu com ar frustrado. Com uma vontade fervorosa de marcar e ganhar soube, no momento certo, no jogo anterior, assistir com precisão Bruno Fernandes. Um gesto tão simples quanto altruísta, mas exageradamente elogiado pelo selecionador. Mas não tem que ser sempre assim? Ou só elogiou porque foi feito pelo CR7? Não passar a bola a um colega melhor colocado, isso sim, seria, o mau exemplo para mostrar aos mais jovens. Cristiano, Messi, Figo, Zidane e todos os grandes sempre o fizeram, porque assistir um companheiro melhor posicionado é tão brilhante como marcar golos. E, quanto mais não seja por esse passe, Cristiano já marcou neste Europeu. E vai marcar mais.