Racismo e heroísmo
Os piores atos de preconceitos da humanidade sempre foram a misoginia e o racismo. Serão sempre deploráveis e reveladores de uma ignorância cultural e humana atrozes. No caso especifico do jogo de Paris, vamos avaliar o responsável, o ignorante e o inocente desta história. A inocência está do lado de todos aqueles jogadores que abandonaram o campo em solidariedade com um ato racista. Quando se pergunta a um humorista qual é o limite do humor eles respondem que limites o humor não tem. O momento e a forma como e para onde direcionas a piada ( Gervais e Ricardo A. Pereira, por exemplo ) é que a podem tornar ofensiva. A questão racial não foge à regra. Não é o conteúdo do que se diz que é racista, mas sim a forma e o contexto em que o conteúdo esta inserido. Acrescenta-se um detalhe: negro e preto em romeno diz-se "negru". Sendo os 4 árbitros romenos, e comunicando na sua língua, será que Webó confundiu "negru" com ‘nigger’ ( palavra ordinariamente ofensiva ) ? Os anti-racistas criaram ‘black lives matter’. Qual é então a diferença entre "negru" e ‘black lives matter’? Está na forma e no contexto em que se insere. Se na CAN, o mesmo sucedesse com 4 árbitros de cor escura, e um deles dissesse: "expulsa aquele branco que está ali no banco", provavelmente as consequências seriam diferentes, porque não fomos alvo de um peso histórico de colonialismo e escravatura. O ignorante foi o 4° árbitro que não sendo cauteloso deve arcar com as consequências. Um pedido de desculpas evitaria de imediato males maiores e provavelmente uma erradicação.