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Arranca hoje um Euro que tem tudo para ser diferente. Mais equipas, um clima de tentativa de regeneração do futebol onde já não mandam Blatter e Platini, favoritos mas pouco. Enfim, infelizmente até o terrorismo faz desta prova em França um evento diferente. No meio de tudo isto há uma seleção que nos interessa mais do que todas as outras: Portugal.
A chegada de Seleção Nacional a Paris foi motivo de festa para milhares e milhares de emigrantes. Nada mais normal. São muitas vezes eles os que mais sofrem com as nossas cores. A saudade é uma coisa difícil de enfrentar, que rói por dentro. Os contactos com os jogadores são momentos inesquecíveis para gente que tudo faria para ajudar Portugal a chegar ao título. Era uma prenda merecida para quem, como dizia o outro, anda lá fora a lutar pela vida. Sonhar ainda é permitido. Não se paga mais por isso. Garanto-vos que eles, menos cínicos do que nós, acreditam piamente nisso.
Aqui no Record arrancamos hoje com a edição especial Euro. Os enviados-especiais em França e a vasta equipa que ficou por aqui farão o melhor jornal possível todos os dias. Porque acreditamos na Seleção. E em si.
Por Bernardo Ribeiro