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O Benfica sofreu para vencer em Braga. Passou dificuldades na primeira parte, mas trouxe mais três importantíssimos pontos da Pedreira e voltou a líder isolado da Liga. No futebol português passamos tanto tempo a discutir arbitragens, processos, inquéritos e estratégias de comunicação que, por vezes, não só esquecemos o futebol como algo muito importante: a competência. E se tal como frente ao Borussia, ontem, os encarnados raramente conseguiram ser a equipa dominadora a que os adeptos estão habituados e querem como sua, a verdade é que o Benfica voltou a ser a equipa mais competente. E o golo de Mitroglou a cereja no topo do bolo. Porque mais do que jogar bem, o Benfica de Vitória sabe ganhar. E é com triunfos, uns atrás dos outros, que se conquistam títulos. E é isso que treinador, presidente e adeptos mais desejam. Aposto que Salvador e Simão trocavam o belo jogo pelo resultado.
Os encarnados voltaram a ter razões de queixa da arbitragem. Segundo Marco Ferreira, em Record, fica um penálti por assinalar sobre Salvio. Felizmente o Benfica chegou ao golo num momento mágico de Mitro. Porque a discussão ia incidir novamente apenas no erro e suas consequências. É difícil fugir-lhe, diga-se. E apesar de entender que o treinador fale de arbitragem, não gostei de o ouvir ameaçar uma mudança de atitude e com isso o arrastar de seis milhões. O discurso de ódio é um território perigoso. E não é natural num homem como Vitória. Os confrontos em Braga são apenas mais uma página triste no futebol português e sinal de que andamos todos a brincar com o fogo. E pior, pelos vistos com a polícia pouco atenta. Vitória diz que não quer ser o bonzinho da sala. Não era. Era, sim, diferente. E era bom que não se tornasse igual aos outros. A bem da nossa (e dele) sanidade mental.