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Bernardo Ribeiro
Bernardo Ribeiro Diretor de Record

A importância de ter Mitroglou

A importância de ter um matador como Mitroglou na corrida ao título é enorme. Juntá-lo a um craque como Jonas um luxo ainda maior. Ver Nélson Semedo crescer no flanco, jogando e fazendo jogar e ter tempo e talento para assistências a cereja no topo do bolo. O Benfica alcançou mais um importante triunfo na Luz, colocou pressão sobre o FC Porto antes da difícil deslocação ao Bessa e passa incólume frente a uma equipa que é uma das boas surpresas desta liga. Sorte a de Rui Vitória de ter um plantel de enorme valia. O sonho do tetra continua bem vivo e a liderança assegurada por, pelo menos, mais uma semana.

Ontem assistimos a mais uma arbitragem infeliz e com influência no resultado. Desde o perdão na expulsão a Fábio Martins ao golo inaugural com falta de Mitroglou e ainda ao penálti por assinalar de Eliseu. É uma pena que assim seja. Mas confesso que já falei demasiado de arbitragem e que hoje não me apetece. Não por ser o Benfica, mas porque não conheço a solução para o problema e a única certeza que tenho é que os grandes são sempre mais beneficiados do que os pequenos. Temo que quem defronte águias e dragões até final esteja condenado a sofrer. É provavelmente a forma de os árbitros se protegerem. Está errado mas é humano.

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Lamento que Rui Vitória não tenha tido a coragem de ser diferente. Já ameaçou acordar seis milhões, diz estar alerta com os árbitros, mas não conseguiu pronunciar-se sobre o golo do grego. Assumir o benefício? Alguém o fará um dia.

Voltemos a Mitroglou. Está a fazer uma época de sonho. E se Jonas foi a face do título a época passada, caso o tetra seja uma realidade, eis que o grego poderá emergir como a grande figura. Mas ainda falta muita liga. E o dragão está vivo.

Por Bernardo Ribeiro
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