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São os jogadores que resolvem com golos, os treinadores que montam equipas, mas há mais no futebol de hoje. Principalmente na construção de um campeão. A importância de uma boa pré-temporada é inegável. Aí são lançadas as sementes de um campeonato longo e difícil. Mas há também o mercado. Talvez uma das atividades mais complicadas do jogo moderno, até porque são poucos os emblemas que nadam em dinheiro, construindo a equipa que realmente querem,
Em Portugal, mesmo gastando mais do que a economia do país permite, nenhum dos grandes tem o plantel desejado. Os outros então nem se fala. Aí entra o trabalho dos dirigentes e a cumplicidade necessária com os treinadores.
O Sporting é um bom exemplo. Com Bruno de Carvalho os leões só acertaram nas contratações quando Jesus chegou. Até aí foi um corropio de erros de casting. A maior parte já não habita em Alvalade. Ninguém nasce ensinado.
Esta época, como na passada, os leões atuam com muito mais cautela. Também porque a principal aposta tem sido manter os craques, ao contrário de procurar reforços. Mas não só. A SAD do Sporting aprendeu algo com os erros do passado.
Na Luz contrata-se muito. E quando é assim é mais fácil errar. A época passada o título disfarçou flops como Taarabt e Bilal. Curiosamente, o grande trunfo estava na equipa B. Renato Sanches foi o homem que tudo mudou a meio da liga. Já chegou muita gente e outros estão para vir. Uns vão triunfar, outros nem um minuto terão.
Já no Dragão a pressão aumentou. São muitos anos sem ganhar para o que era habitual e Adrián ainda é lembrado. Mas ainda há muito para definir a norte. O sucesso passa por aqui.
Por Bernardo Ribeiro