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Bernardo Ribeiro
Bernardo Ribeiro Diretor de Record

Cristiano Ronaldo marca uma era

Não vou debater quem merece a Bola de Ouro. Respeito a opinião dos outros e já tenho pouca pachorra, confesso, para os debates acalorados em torno de uma questão que tem, como quase todas, várias leituras possíveis. Infelizmente, os defensores de um lado e de outro só permitem uma resposta. Sempre tive repulsa por carneirismos e ditaduras de opinião. Sejam elas catalãs ou madrilenas. Mas sendo português, de uma coisa tenho a certeza, Cristiano Ronaldo marca uma era.

É detentor de todos os recordes e mais alguns no que é considerado um dos maiores clubes do Mundo e o contrato que agora fechou com a Nike é uma barbaridade só ao alcance dos enormes. Ciente de que cifras de 24 milhões/ano – e que podem chegar aos 40 M€ (!!!) – são insultuosas para muitos trabalhadores no Mundo de hoje, a verdade é que se a marca americana oferece estes valores ao jogador português é porque o retorno tem sido muito maior. O facto de esta renovação ser vitalícia mostra como CR7 é uma marca planetária. Um jogador condenado à eternidade.

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Curioso como um pequeno país tem nas suas fileiras futebolísticas dois homens tão marcantes como Ronaldo e Mourinho. Um tornou-se digno sucessor de David Beckham em termos da mediatização em redor de um jogador, ainda que atingindo patamares desportivos muito superiores ao inglês, o treinador recolocando a importância destes no futebol mundial, trazendo para um lugar de destaque nos media homens que estavam escondidos atrás dos craques. Cristiano e Mourinho têm algo em comum: não são consensuais. Mais, são odiados por muitos compatriotas. Por alguma razão lidamos mal com o sucesso dos nossos. Então quando não são politicamente corretos e bem-comportados, e é claramente o caso, cai o Carmo e a Trindade. A vida continua. A deles e a nossa.

Por Bernardo Ribeiro
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