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Durante anos e anos de ditadura quiseram os portugueses pequeninos e isso fez escola. Ainda hoje muitos têm dificuldade em aceitar discursos afirmativos ou portugueses que não pedem desculpa por existir, como José Mourinho ou Cristiano Ronaldo. Fernando Santos é o último a pagar pela língua, quando o sonho do selecionador, parece-me, está longe de ser o problema da Seleção Nacional. Não é o facto de o treinador acreditar que pode ser campeão europeu que trava os golos e atrapalha os jogadores. Difícil é entender como é que se quer ganhar a prova sem bater Islândia ou Áustria. Daí a dizer que está tudo mal, que Fernando Santos não percebe nada de bola ou que Ronaldo é um problema, bem, a opinião é livre, mas a injustiça tem limites. Ou devia ter.
Confesso que me entristece mais o facto de o selecionador ter vacilado ao primeiro desaire do que os empates propriamente ditos. A falta de coragem para apostar em Quaresma ou esquecê-lo apesar dos golos à Estónia, o ter trocado de sistema quando fez toda uma caminhada com outro, isso sim trouxe-me dúvidas. Gosto mais de quem morre com as suas ideias.